Querido diário: dia 3
Nessa idade, eu ainda não tinha palavras para explicar o que sentia. O meu corpo é que falava por mim: o silêncio, o olhar sempre atento, a vontade de desaparecer quando os adultos levantavam a voz. Aprendi cedo a ler o ambiente, a perceber quando era melhor não ocupar espaço.