EDITE, A MINHA HISTÓRIA

Nessa idade, eu ainda não tinha palavras para explicar o que sentia. O meu corpo é que falava por mim: o silêncio, o olhar sempre atento, a vontade de desaparecer quando os adultos levantavam a voz. Aprendi cedo a ler o ambiente, a perceber quando era melhor não ocupar espaço.

Olhando para trás, vejo-me como realmente era: uma menina solitária.
Na escola, parecia que havia sempre um castigo à minha espera. Não porque eu fosse má, mas porque raramente sabia a matéria. Eu tentava, mas havia qualquer coisa em mim que não conseguia acompanhar os outros. E, quando finalmente podia brincar, a verdade é que nunca pertenci...

Nasci numa aldeia tão pequena que, vista de longe, parecia um suspiro pousado entre campos verdes. Havia um brilho especial quando o sol nascia — daqueles que ilumina as ervas, o rio e até as conversas curtas das pessoas que se conheciam como se fossem da mesma família.
Dizem que era linda. Eu acredito.

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